O sal é um dom

Esse título faz referência à frase de um de nossos entrevistados, Rodrigo Velloso.

Segundo ele, sua mãe, Dona Canô, explicou que, em uma receita, é impossível de se precisar a quantidade exata de sal. A pessoa tem de sentir a quantidade necessária. E só um dom permite essa percepção. Rodrigo amplia essa linda frase, para dizer que a mistura é o tempero exato da vida. Sem ela, “a vida fica insossa”.

Exatamente por isso, o Brasil não é “insosso”. É temperado. É misturado. O que “deu gosto” ao Brasil – à cultura em geral e ao samba em particular – foi a mistura entre três culturas que se encontraram em solo brasileiro: o índio, o branco/português e o negro.


Neste capítulo, de “caminho rumo ao passado”, de busca das origens do Samba de Roda do Recôncavo Baiano, revisitamos a história desse encontro triplo – quando se deu, como se deu, em que contexto se deu.


Posteriormente, explicitaremos quais elementos que compuseram – e compõem – o Samba de Roda vieram de cada uma dessas três matrizes.


Por fim, indicaremos as transformações ocorridas no Brasil por esses elementos. Afinal, o samba “andou com suas próprias pernas”, modificando-se por meio das misturas, alterando-se, e assim adquirindo sua própria cara, suas próprias características.

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História