O Samba e a Roda

EPÍLOGO

Já trouxemos a este trabalho a definição acerca do Samba de Roda, escrita pelo músico e cientista social Carlos Sandroni:

O Samba de Roda baiano é uma expressão musical, coreográfica, poética e festiva

das mais importantes da cultura brasileira.


Pois gostaríamos de acrescentar uma definição:

além de o Samba de Roda do Recôncavo Baiano ser uma expressão musical;

 

além de o Samba de Roda do Recôncavo Baiano ser uma expressão coreográfica;

 

além de o Samba de Roda do Recôncavo Baiano ser uma expressão poética;

 

além de o Samba de Roda do Recôncavo Baiano ser uma expressão festiva...

 

o Samba de Roda do Recôncavo Baiano ser uma expressão histórica.

 

Afinal, o Samba de Roda traz a história em si. Nos passos das sambadeiras, nos toques dos agogôs, nos cantos dos sambadores, o ontem e o hoje se fundem. Uma história que sangra, sorrindo. 


Se os negros escravizados se reuniam após o trabalho para cantar, seus descendentes, após a abolição e ainda hoje, reúnem-se para sambar.


A escravidão, talvez, não tenha acabado, como afirmaram Carlos Heitor Cony e Xavier Vatin – e como, de certa maneira, a realidade nos mostra.

E, de fato, como nos afirmaram Fernando de São Braz, Agnaldo Nascimento e Alexnaldo dos Santos, o samba é a história do povo. É um canto de labor. É um canto de dor. No passado, o canto do labor nos engenhos de cana; hoje, o canto de labor de marisqueiros, de pescadores, de pequenos agricultores de subsistência.

Há quem diga que sambar não está no sangue. Há quem diga que está.

Na verdade, isso talvez pouco importe. Importa que, esteja ou não no sangue de cada brasileiro, não deve ser abandonado.


A continuidade é essencial.

Porque, como nos afirmou a etnomusicóloga Francisca Marques,

 


O samba é a gente. Num princípio mais íntimo na formação da cultura brasileira.

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Referências

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