As diferentes matrizes culturais

O Samba de Roda do Recôncavo Baiano tem suas origens, primordialmente, nas culturas africanas. É um canto de labor, um canto de dor. Traz em si os ritmos dos batuques nagôs e jejes. Une música, canto e dança.


Ainda assim, o Samba de Roda é resultado da mistura entre os três povos que aqui se encontraram.


Inclusive, em consonância com a historiadora e arqueóloga Fabiana Comerlato, entendemos que, no Brasil, o encontro de culturas e etnias e a consequente mistura entre elas não deva ser chamada de “contribuição”, já que esse termo reflete a centralidade de uma única cultura – enquanto a outras caberia simplesmente “contribuir” com ela. Preferimos o termo “matrizes culturais”.

Também concordamos com os etnomusicólogos Francisca Marques e Xavier Vatin: o Brasil tem, como sua maior riqueza, a diversidade. Na religião, nos hábitos cotidianos, no patrimônio musical.

No Samba de Roda, não foi diferente. No seio do Recôncavo, três matrizes, três forças motrizes. Como afirmou Rodrigo Velloso, “o sal é um dom”, e o que “deu gosto” ao Brasil foi a mistura entre essas três culturas.

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